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A mostrar mensagens de agosto, 2024

A Levada - XV

                                                                     A Levada – XV Os terramotos e os vulcões do Verão de 1563 e a cheia do Inverno de 63/64 puseram a Ribeira Grande de rastos. Havendo os moinhos da ribeira Grande sido destruídos ou danificados a ponto de não moerem, onde terá ido entretanto a Ribeira Grande moer? À Ribeirinha. [1] Em 1508, dentro da herdade de António Rodrigues da Câmara havia um moinho de pastel. Adaptar-se-ia a moinho de cereais? Na ribeira do Salto, por ocasião da peste de 1526/7, construiu-se um moinho de cereais. E na ribeira Seca ainda outro. Estariam em 63/64 as ribeiras Seca e Ribeirinha capazes? Das duas, a Ribeirinha pode ter escapado. Mas moer à Ribeirinha, diga-se o que se disser, era uma solução de recurso. Temporária. Um amanho provisório, nunca uma solução duradoura....

Resgate da ribeira Seca – XIV

Resgate da ribeira Seca – XIV Tal como a ribeira Grande, a ribeira Seca desagua no areal do Monte Verde. [1] Distingue-se (porém) daquela outra, por ser mais pequena, não ter caudal permanente (por isso não lhe fazem análises à qualidade das suas águas) e por pertencer a uma (espécie de) sub-bacia hidrográfica da bacia hidrográfica da Ribeira Grande. [2] E por ter ainda (alguma) vida própria. Uma semana antes e duas depois da cheia de três de Junho último que inundou o centro da Cidade, a ribeira Seca inundou o Monte Verde com milhares de canas, toneladas de pedra-pomes, plásticos, lama e o que só o laboratório poderá identificar. Enquanto isso, a ribeira Grande corria mansa. [3] Apesar das diferenças, ambas são vítimas de descargas ilegais provenientes de meia dúzia de agro-industriais e de um número assinalável de efluentes domésticos. Não custa (assim) perceber que, sem o seu resgate (mais o da vala dos moinhos da Condessa) não haverá resgate ambiental possível do Areal do Mont...