Os moinhos da Mãe de Água de Manuel Duarte Silva Essa História começa no dia 29 de Outubro de 1833. Numa terça-feira, o tabelião Francisco Machado Coutinho foi a casa de Manuel Duarte Silva formalizar uma ‘ escritura de contrato de sociedade entre Cândido de Oliveira, sua mulher Teresa de Jesus e Manuel Duarte Silva, sobre uns moinhos ou engenhos que pretendem edificar.’ [1] Onde seria isso? Num ‘ baldio sito à Mãe de Água, onde vulgarmente se chama a Bajana desta dita Vila .’ [2] O que é a Mãe de (ou da) Água? Para os antigos, o que se confirma para o século XIX, era a mãe (ou a mão) que dava ou tirava a água. Espaço entre rochas e a levada do Conde, fica no troço da ribeira da Mãe de Água (que aí recebe também a água do seu afluente da ribeira da Pernada). No apogeu, alimentou quinze mós em cinco moinhos. Daí o nome? Geologicamente, é uma Cova , no género da Cova do Milho, e das muitas Covas que vemos ao longo da ribeira Grande. Ao tempo em que surgem os moinhos de Manuel Du...
Onde fica o Paraíso? Em 1963, a um ano e meses da inauguração do Paraíso Infantil, Ventura R. Pereira explicava que o sonho era centenário. [1] E que os primeiros passos que levariam a Cova do Milho ao Paraíso, não tinham mais do que três décadas. Tudo começara nas ‘ Câmaras presididas por Calisto de Oliveira Rocha [1926-1929] e [pelo] Dr. Artur Soares Arruda [1932-1940].’ [2] Nesse período, a Câmara ‘ comprou algumas casas devolutas para demolir .’ Mais tarde, os Presidentes Luciano Machado Cordeiro [1942-1945] e Lucindo Rebelo Machado [1941; 1946-1949] também compraram algumas casas disponíveis. [3] Que pretendia a Câmara? Além de acabar com o ‘ infecto ’ Bairro da Cova do Milho, nesta fase, pouco mais queria. Ou antes, que se saiba, até hoje não se descobriu projecto do que se possa ter pretendido. O que se passava por essa altura lá em baixo no Bairro? Em 1943, o Bairro rebentava pelas costuras. Eram dezasseis casas e noventa e um moradores. [4] Era uma situação anormal...