Os moinhos da Mãe de Água de Manuel Duarte Silva Essa História começa no dia 29 de Outubro de 1833. Numa terça-feira, o tabelião Francisco Machado Coutinho foi a casa de Manuel Duarte Silva formalizar uma ‘ escritura de contrato de sociedade entre Cândido de Oliveira, sua mulher Teresa de Jesus e Manuel Duarte Silva, sobre uns moinhos ou engenhos que pretendem edificar.’ [1] Onde seria isso? Num ‘ baldio sito à Mãe de Água, onde vulgarmente se chama a Bajana desta dita Vila .’ O que é a Mãe de (ou da) Água? Para os antigos, o que se confirma para o século XIX, era a mãe (ou a mão) que dava ou tirava a água. Espaço entre rochas e a levada do Conde, fica no troço da ribeira da Mãe de Água (que aí recebe também a água do seu afluente da ribeira da Pernada). No apogeu, alimentou quinze mós em cinco moinhos. Daí o nome? Geologicamente, é uma Cova , no género da Cova do Milho, e das muitas Covas que vemos ao longo da ribeira Grande. Ao tempo em que surgem os moinhos de Manuel Duarte, aí,...
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