Go, Captain! Go! Não lhe puxei pela língua. Partiu dele. Houve qualquer coisa, talvez uma onda, talvez o vento, que lhe fez vir à tona da memória o que vira ali mesmo quase três anos antes: ‘ Nosso Senhor Querido, aquela gente quer-se matar!’ Não lhe intrigara nadinha haver gente no farolim, era normal haver, era ali o posto mais emblemático do Trilho de Vera Cruz, intrigara-o, sim, e muito, a ponto de o fazer parar. o rugido de motores vindo do mar: ‘ Ondas? De meter medo. Um mar. Misericórdia!! Misericórdia! Motas dentro de água. Para lá e para cá. Um em cima de uma prancha. Para lá e para cá. Ia, ia quase, quase à rocha. Ao calhau da Cabra. Ali, estás a ver? Levaram nisso mais de uma hora. Vai um, vai outro. Mesmo diante do farolim .’ [1] Naquele mar, Jorge Anão apanhara sustos. Mergulhava (ainda) por ali e fora pescador com o pai. Pai que morrera afogado naquele mar. Bem como um sobrinho. Quem eram aqueles maluquinhos dentro de água? O primeiro a surfar, é conhecido, no círculo ...
Falar de tudo e sobre tudo a partir da minha janela.