Queimem, Queimem os comunistas!!! Foram 14 meses que pareceram 14 anos. Éramos dez no dia dez de Junho de 1974. No verão de 1975, já passávamos de uma centena. E se não havia tantas raparigas como rapazes, havia mais de uma dúzia delas. Que faziam o que os rapazes faziam. Houve estatutos. Teor copiado aqui e além, batidos na máquina portátil do meu pai (por mim) em noitadas no sótão, e aprovados em Assembleia-Gerais, sem qualquer aprovação oficial. Em tempos de ruptura, era isso que contava. Por isso, não existiu. Segundo os puristas? Queimaram-nos em fogueira pública, actas, estatutos, o arquivo todo, pouco ou nada chegou aos jornais, ainda assim, o que se passou naqueles 14 meses sobreviveu na nossa memória. De memória, com os buracos do desgaste da memória, conto a história. Foi nascendo, mal nasceu o 25 de ...
Falar de tudo e sobre tudo a partir da minha janela.